“Vagabunda”: secretária de Educação denuncia novos ataques e ameaças em MT

Imagem: Reprodução

Repórter MT

A secretária municipal de Educação de Mirassol D’Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, registrou um novo boletim de ocorrência após receber mais ataques atribuídos ao mesmo homem que já havia feito ameaças de morte contra ela em um grupo de WhatsApp.

De acordo com a Polícia Civil, o novo registro foi feito na tarde dessa quarta-feira (29). A mensagens podem configurar crimes de injúria, ameaça, calúnia, desacato e coação.

Nas gravações, o homem, identificado como “Fábio”, volta a utilizar palavras de baixo calão, faz acusações sem provas e questiona a atuação da gestora à frente da pasta.

No áudio, ele se refere dezenas de vezes à secretária como “vagabunda”.

“Então, se foi essa vagabunda Rosana que escreveu isso aqui, você, sua vagabunda, tem que ter respeito, porque você não tem respeito pelo povo. Você não é política, você não sabe fazer política, sua vagabunda. Você não tem poder de conciliação, vagabunda. Você sabe o que eu estou falando, sua vagabunda? Você nunca foi secretária de educação, você não serve para ser secretária de educação, você não tem formação, vagabunda. Porque você não tem conciliação. Você sabe o que é isso, vagabunda?”

Os ataques são uma continuidade de um caso já denunciado pela secretária. Em episódio anterior, o mesmo homem chegou a incitar violência armada contra a servidora, sugerindo, inclusive, que um eventual atentado poderia ser tratado como “acidental”.

Segundo Rosana, as ofensas começaram após a decisão da prefeitura de encerrar o transporte escolar urbano no município. De acordo com ela, a medida foi adotada por falta de necessidade, já que as escolas ficam próximas aos bairros, além de não se tratar de uma obrigação legal do município.

A secretária afirma que a mudança foi comunicada previamente à população, inclusive por meio de reuniões, rádio e grupos de WhatsApp, orientando os pais a matricularem os filhos em unidades mais próximas de casa.

Após a decisão, pais de alunos criaram grupos para discutir o tema e, em um deles, o suspeito passou a incitar ataques contra a gestora, com xingamentos e acusações de desvio de dinheiro público, sem apresentar provas.

Rosana também relatou que a situação se agravou após decisão judicial favorável ao município sobre o fim do transporte escolar urbano, o que teria intensificado as investidas do suspeito.

Mesmo com o fim do transporte urbano, a prefeitura manteve o atendimento a alunos com deficiência e famílias sem condições de deslocamento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Ouça áudio:

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