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Um homem de 54 anos investigado pela Polícia Civil por supostamente exercer ilegalmente a profissão de terapeuta ocupacional em Cuiabá foi exonerado do cargo de secretário parlamentar que ocupava na equipe do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil). A medida foi confirmada nesta segunda-feira (22.06), após a divulgação das investigações que apontam que ele realizava atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação acadêmica ou registro profissional na área.
Identificado como Marcos Roberto Alves Dantas, o investigado passou a ser alvo das autoridades após uma denúncia encaminhada ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9). Durante uma fiscalização realizada na quinta-feira,18 de junho, foi constatado que ele mantinha uma clínica em uma residência localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá, onde oferecia serviços típicos da terapia ocupacional.
Segundo as investigações, no local foram apreendidos documentos relacionados aos atendimentos realizados e uma nota fiscal no valor de R$ 15.360 referente à prestação de serviços de terapia ocupacional. O material reforçou os indícios de que a atividade era exercida de forma irregular.
Após ser procurado pela reportagem, o gabinete parlamentar onde Marcos atuava informou, por meio de nota, que ele foi exonerado do cargo de secretário parlamentar nesta segunda-feira (22.06) e não integra mais a equipe do mandato. Na manifestação encaminhada à reportagem, o gabinete ressaltou que os fatos investigados pela Polícia Civil dizem respeito a atividades de caráter estritamente pessoal e sem qualquer relação com as atribuições exercidas pelo servidor no gabinete parlamentar ou com o mandato do deputado federal.
Leia a nota na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
O gabinete do deputado federal Fábio Garcia esclarece que Marcos Roberto Alves Dantas foi exonerado do cargo de secretário parlamentar nesta segunda-feira (22), deixando de integrar a equipe do mandato.
As condutas que são objeto de apuração pela Polícia Civil de Mato Grosso, referem-se a atividades de caráter estritamente pessoal, sem qualquer relação com as funções exercidas no gabinete ou com o exercício do mandato parlamentar.






