Suspeita de sarampo em bebê de 4 meses acende alerta em Tangará da Serra

Imagem: Reprodução


Um caso suspeito de sarampo em um bebê de 4 meses colocou em alerta as autoridades de saúde de Tangará da Serra. A criança apresentou febre, exantema (manchas avermelhadas pelo corpo), tosse e irritabilidade. Amostras foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen), em Cuiabá, e o resultado deve ser divulgado no início da próxima semana.

Segundo a Coordenação de Vigilância Epidemiológica, a situação preocupa porque o sarampo é uma doença infectocontagiosa e altamente transmissível, que voltou a registrar casos em Mato Grosso após a pandemia. Até o momento, três casos foram confirmados no estado, todos em Primavera do Leste.

Baixa cobertura vacinal preocupa

Tangará da Serra não registra casos confirmados de sarampo desde 2005, mas a baixa cobertura vacinal deixa o município em situação de risco. Dados apontam que:
• 10% das crianças com 1 ano de idade ainda não tomaram a primeira dose da vacina – cerca de 160 crianças;
• 40% não completaram a segunda dose;
• Mais de 600 crianças com menos de 2 anos ainda estão sem a imunização completa.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Juliana Herrero, alerta que a população deve redobrar a atenção.

“Esse é um momento de alerta. É fundamental que os pais e responsáveis levem seus filhos às unidades de saúde para atualização do calendário vacinal. O sarampo não atinge apenas crianças, mas também adolescentes e adultos não vacinados”, reforça.

Ações de prevenção

Como medida emergencial, equipes de saúde já iniciaram ações nas escolas para garantir a imunização das crianças em idade escolar. Além disso, está programado para o dia 18 de outubro o Dia D de Vacinação, quando todas as unidades de saúde estarão mobilizadas para atender a população.

Sarampo: sintomas e prevenção

O sarampo é caracterizado por febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, irritabilidade, conjuntivite e coriza. A transmissão ocorre pelo contato direto com secreções nasais e da garganta de pessoas infectadas.

A única forma eficaz de prevenção é a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), disponível gratuitamente no SUS.

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