Horas antes de ser presa, investigada na Operação Fariseus publicou vídeo gospel nas redes sociais em MT

Imagem: Reprodução

Repórter MT

Horas antes de ser presa na Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (16), Rhavenna Barcelos de Almeida publicou um vídeo nos stories do Instagram em que aparece cantando uma música gospel.

No registro, Rhavenna canta o trecho: “Você vai viver a totalidade da promessa. Deus de obras completas vai fazer cumprir na hora certa. Não vou temer, o projeto vem de quem não erra. O Deus de obras completas vai fazer cumprir na hora certa.” Ao final da gravação, ela ainda deixa uma mensagem aos seguidores: “E eu creio que, na hora certa, a sua vitória vai chegar.”

Pouco depois da publicação, Rhavenna foi presa preventivamente durante a Operação Fariseus, que investiga um grupo familiar suspeito de utilizar um projeto missionário para prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico a integrantes de uma facção criminosa.

Segundo a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Rhavenna, os pais dela, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, são investigados por supostamente se valerem da atividade religiosa para ingressar em unidades prisionais, intermediar recados entre presos e pessoas em liberdade e movimentar recursos atribuídos à organização criminosa.

As investigações tiveram início após denúncia anônima que apontava que integrantes da família utilizavam um projeto religioso para entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE). Embora a suposta entrega de celulares dentro da unidade não tenha sido comprovada, a Polícia Civil afirma que a quebra de sigilos telemáticos revelou fotografias, vídeos, conversas e movimentações financeiras que, segundo a investigação, demonstram que a atuação do grupo extrapolava a assistência religiosa.

Ainda conforme a polícia, também foram identificadas conversas telefônicas com presos, intermediação de mensagens entre detentos e pessoas em liberdade, além de indícios de lavagem de dinheiro por meio de triangulação financeira.

A investigação aponta ainda que Rhavenna mantinha relacionamento íntimo com um líder de facção e que integrantes da família realizaram diversas viagens a comunidades dominadas por uma organização criminosa no Rio de Janeiro. Entre as provas reunidas estão fotografias e vídeos dos investigados ao lado de foragidos da Justiça e pessoas armadas com fuzis, pistolas, revólveres e carabinas.

Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, entre elas um mandado de prisão preventiva contra Rhavenna, quatro mandados de busca e apreensão, além da quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e a suspensão temporária do ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

Os investigados são apurados, em tese, pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para individualizar a conduta de cada um dos envolvidos.

Vídeo:

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