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Um homem que planejou um falso sequestro para abusar sexualmente da enteada de 13 anos foi condenado a 18 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime fechado. A sentença foi publicada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá.
M. A. R. foi condenado por sequestro, cárcere privado, estupro de vulnerável e denunciação caluniosa. Um comparsa, W. S. R., que ajudou no crime, pegou 14 anos de prisão. A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva.
A denúncia foi do promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria Criminal da Capital.
Segundo os autos, M.A.R. contratou W.S.R. para simular o sequestro da adolescente. O plano era deixa-la vulnerável. A menina foi abordada ao entrar em um carro, levada para o motel e mantida presa no local.
Lá, M. A. R. cometeu os abusos. W. S. R. acompanhou tudo e não impediu. Depois, o padrasto ainda registrou boletim de ocorrência falso para culpar pessoas que não existem e tentar esconder o crime.
O juiz manteve os dois presos e negou direito de recorrer em liberdade, citando a gravidade do caso e a idade da vítima. A dupla terá que pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais e materiais.
Após a prisão, ambos usarão tornozeleira eletrônica por dois anos.






