Repórter MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou hoje (3) a Operação Veritas para cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar contra o seminarista Rodolpho Raphael de Oliveira Santos, investigado por suposta perseguição a um líder religioso em Barra do Garças (a 511 km de Cuiabá), em Mato Grosso.
Segundo a investigação, o caso teve início após representação criminal relatando a continuidade de publicações e comunicações ofensivas direcionadas a integrantes de uma instituição religiosa, mesmo após medidas anteriores.
Durante a apuração, a Polícia Civil constatou a possível utilização de redes sociais, aplicativos de mensagens, listas de transmissão, e-mails e outros meios digitais para a suposta divulgação reiterada de conteúdos ofensivos e acusatórios contra integrantes da instituição religiosa.
A Polícia Civil ouviu vítimas e testemunhas, além de reunir documentos, registros digitais, capturas de tela, publicações em redes sociais e outros elementos considerados relevantes para a apuração dos fatos. Também foram produzidos relatórios técnicos voltados à preservação de evidências digitais já identificadas no procedimento.
Conforme o delegado responsável pelas investigações, Adriano Marcos Alencar, os indícios apontavam para uma atuação reiterada por meio de diferentes canais de comunicação digital, o que motivou o pedido de medidas cautelares para preservação de provas e interrupção das supostas condutas investigadas.
“Entre os fatores avaliados estavam o risco de exclusão de conteúdos, apagamento de mensagens e eventual perda de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos. Ao analisar o pedido, o Judiciário reconheceu a existência de elementos suficientes para autorizar a busca e apreensão, destacando a necessidade de preservação de possíveis provas digitais relacionadas aos fatos investigados. A decisão judicial também ressaltou a possibilidade de que os dispositivos pudessem conter registros relevantes para a elucidação do caso”, destacou o delegado.
A ação foi cumprida em Cuiabá e integra inquérito conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, que apura crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra um pároco do município.
No cumprimento do mandado, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais, documentos, anotações e outros materiais diretamente relacionados à investigação. Todo material apreendido na operação será encaminhado para análise técnica e pericial, etapa que deverá auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de eventuais responsabilidades criminais.
Também foi autorizada a extração, preservação e análise pericial dos dados armazenados nos equipamentos apreendidos, incluindo a recuperação técnica de arquivos apagados, dentro dos limites definidos judicialmente.
Além da busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de contato direto ou indireto com as vítimas, a obrigação de manter distância mínima de 200 metros e a restrição de publicar, compartilhar ou impulsionar conteúdos potencialmente ofensivos relacionados aos fatos investigados.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Barra do Garças.






