Da Redação
Novos detalhes sobre o feminicídio de Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, revelam a crueldade e o desespero vividos pela vítima antes de ser executada pelo próprio marido, Francisco Carlos Pereira da Silva, de 68 anos, com quem era casa há 30 anos.
Em depoimento à Polícia Civil, o criminoso confessou que atraiu a esposa para uma área de mata no bairro Marajoara fingindo um passeio e, ao chegar no local isolado, anunciou que iria matá-la. De acordo com o delegado Rogério Gomes Nobres, a mulher não teve chance e viveu momentos de terror.
“Segundo ele, ela pediu clemência, e pelo amor de Deus para que ele não fizesse nada com ela”, relatou o delegado sobre os últimos instantes da vítima. Francisco, agindo com frieza, ignorou as súplicas e iniciou o ataque. Mesmo ferida, Elzilene lutou pela vida. “Foram constatadas dez lesões corporais por arma branca (faca). Três ou quatro nas costas e algumas nas mãos, demonstrando sinais de defesa”, detalhou a autoridade policial.
A farsa
A investigação apurou que o crime não foi um ato de impulso. O assassino afirmou estar vivendo um fase de crise conjugal e, no sábado decidiu que iria matar a esposa. Ele passou três dias “maquinando” como faria. Na terça-feira (5), ele executou o plano e, para encobrir o rastro, registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento, tentando enganar os próprios filhos adotivos e vizinhos, que já desconfiavam do desaparecimento da mulher.
O comportamento do agressor após a prisão chamou a atenção da polícia pela ausência de remorso. “Ele fala com muita naturalidade, dando todos os detalhes ali da prática criminosa”, disse o delegado.
Francisco Carlos já tinha histórico de crime sexual contra uma familiar e, segundo parentes de Elzilene, mantinha um histórico de agressões e ciúmes excessivos porque a vítima desejava o fim do relacionamento. O assassino segue preso e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver.






