Um bebê de menos de dois meses morreu no sábado (19), após enfrentar complicações enquanto estava internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Santa Helena, em Cuiabá. O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu uma sindicância para investigar as circunstâncias da morte.
O recém-nascido, que nasceu em 2 de setembro, foi encaminhado à UTI Neonatal logo após o parto, onde permaneceu sob cuidados intensivos por uma semana. Durante o período de internação, ele sofreu queimaduras e lesões que agravaram seu estado de saúde, gerando suspeitas de erro médico e negligência no atendimento.
A mãe foi informada da necessidade de uma cirurgia de emergência, após exames revelarem que parte do intestino do bebê estava necrosada. Durante o procedimento, foi necessário remover cerca de 30 centímetros do órgão. Entretanto, 14 dias após a operação, os pontos da cirurgia se abriram, expondo o intestino e causando novos episódios de inchaço e complicações.
Na sexta-feira (18), o bebê sofreu convulsões e apresentou sinais de uma infecção bacteriana que causava dor intensa. Apesar dos esforços, ele não resistiu e faleceu no dia seguinte.
Em nota, o CRM de Mato Grosso (CRM-MT) informou que recebeu a denúncia da mãe no dia 22 de outubro e que iniciou uma sindicância para apurar os fatos, com o processo ocorrendo sob sigilo.
Diante disso, o hospital se pronunciou sobre o caso, veja:
Paciente prematuro, 35 semanas, filho de mãe diabética, nascido de parto cesárea, por centralização fetal. Primeiramente encaminhado para alojamento conjunto, onde evoluiu com desconforto respiratório, glicemia baixa persistente, encaminhado para observação em sala de parto, e apenas com 12h de vida é encaminhado para nosso serviço (UTI neonatal).
Na UTIN (utineonatal), o paciente chega grave, sendo realizado o diagnóstico de infecção e insuficiência respiratória, apresentou evolução clínica não satisfatória, evoluindo com doenças cirúrgicas e realizado 2 cirurgias no período na internação.
Na UTIN foi feito acompanhamento multiprofissional (pediatras, cirurgião pediátrico, enfermagem, fonoterapia, fisioterapia, nutricionista), recebendo o tratamento necessário inclusive com medicações não padronizadas pelo SUS (imunoglobulina).
Sobre as feridas, ocorre que paciente grave muito edemaciado, necessitando de monitorização, por vezes ocorre hematomas no local onde é necessário fixar dispositivos, ou puncionar, usamos recursos para que isso não ocorra, porém, nem sempre é possível evitar. Sobre o sangramento em fralda, se trata do sangramento em ostomia (1 das cirurgias), que é uma complicação inerente do quadro clínico do paciente.
Vale ressaltar que somos uma UTI neonatal reconhecida pelo Ministério da Saúde, justamente pelos projetos de humanização, assim como possuímos o título de Hospital Amigo da Criança e somos acompanhados pelo projeto Qualineo.
