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O médico que atendeu a menina de 3 anos que morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste neste domingo (3) informou que ela apresentava lesões nas partes íntimas. A declaração ocorreu em depoimento à Polícia Civil.
Segundo o profissional, a percepção ocorreu quando ele e enfermeiros arrumavam o corpo da criança. “Ela estava com uma dilatação bem enorme, que não é habitual de uma criança, na região anal e vaginal. E na região anal tinha uma fissura, como se forçou alguma coisa ali e aí acaba abrindo uma fissura”, descreveu.
Ao ver as lesões, o médico disse ter se assustado e afirmou que a probabilidade é da criança ter sido abusada. “Pode ser que não tenha nada a ver com a causa da morte, mas aí dias pra trás tem coisa”, assinalou.
Sobre a forma como a criança chegou ao local, ele disse que a vítima estava com as roupas sujas e “sinal de mal cuidada”.
O médico contou que na semana anterior a criança já tinha dado entrada na UPA com hematomas. Na ocasião, outro profissional a atendeu. “O colega já alertou a diretora da UPA, pedindo para investigar. E também comunicou com o Conselho Tutelar”.
Ele recebeu a informação que os hematomas teriam sido causados por uma doença hematológica ou hepática que a vítima teria.
Padrasto preso
O principal suspeito do crime é o padrasto da vítima, W.C.S. 24 anos. Ele foi preso em flagrante nesse domingo (3), após a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade informar à Polícia Civil que a menina havia dado entrada na unidade com sinais de violência sexual e não resistiu aos ferimentos.
Durante a apuração dos fatos, os investigadores levantaram a informação de que poucas pessoas circulavam pela casa da família, e que a menina ficava sob os cuidados do padrasto durante alguns momentos do dia, enquanto a mãe trabalhava.
Ao ser interrogado, o criminoso apresentou a versão de que a menina teria “passado mal”. No entanto, os policiais encontraram na residência da família os produtos utilizados para a prática sexual, como gel lubrificante, mancha do produto na cama, medicamentos e outros itens que apontavam para a situação de abuso sexual.






