Repórter MT
Oito em cada dez imóveis da área urbana de Tangará da Serra apresentam infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O dado foi registrado pelo LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti), realizado pelo município em 2.158 domicílios.
De acordo com o levantamento, as armadilhas (ovitrampas) indicaram índice de 7,8% de infestação — quase o dobro do patamar 4, considerado de alto risco. “É um índice de alto risco (…). Pedimos à população que cuide, porque o mosquito está aí”, afirmou o supervisor de campo da Vigilância Ambiental, Elias Duarte, em entrevista à rádio Serra FM.
Os resultados apontam um problema recorrente relacionado ao acúmulo de lixo e materiais descartáveis em quintais e terrenos baldios, condições que favorecem a proliferação do vetor.
A Vigilância Ambiental alerta para o impacto que uma nova alta de casos poderá causar na rede pública, como sobrecarga na UPA e no hospital municipal, dificultando o atendimento.
Medidas de bloqueio
Como parte das ações de controle, o município está aplicando inseticida com as moléculas praletrina e imidacloprida por meio de bombas costais (UBV – Ultra Baixo Volume). A aplicação é feita casa a casa, com orientação prévia aos moradores para que protejam alimentos e animais domésticos.

A medida busca evitar cenário semelhante ao de 2024, quando o município registrou aumento expressivo das arboviroses. No ano passado, Tangará da Serra confirmou 9.950 casos de dengue, zika e chikungunya até a primeira quinzena de dezembro, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. O número foi 832% maior que o de 2023, que teve 1.067 registros.
Números
Segundo o último boletim informativo da Vigilância Epidemiológica do município, neste ano de 2025 as arboviroses em Tangará da Serra somam 1.068 casos, sendo 729 de dengue, 337 de chikungunya e dois de zika. Até o momento, um óbito foi confirmado, ocasionado por dengue.
Em 2024 houve recorde de casos na cidade, com a confirmação de 4.170 casos de dengue (ante 1.050 em 2023), 5.727 de chikungunya (cinco em 2023) e 53 de zika (12 no ano anterior).






