Mãe de prefeito confessa golpes no Instagram usando nome do filho em MT

Imgem: Polícia Civil investiga esquema de estelionato em Nossa Senhora do Livramento.

Repórter MT

A investigação sobre um esquema de estelionato em Nossa Senhora do Livramento (a 38 km de Cuaibá) teve um novo desdobramento com a confissão de Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, de 52 anos. Mãe do prefeito Thiago Gonçalo Lunguinho (União), o Dr. Thiago, ela se apresentou à Delegacia Especializada de Estelionato e admitiu ter enganado diversas pessoas, incluindo parentes e vizinhos próximos.

De acordo com o delegado André Monteiro, o inquérito foi concluído e Adriana responderá ao processo em liberdade.

Ela se apresentou, foi interrogada e reconheceu que enganou as vítimas“, explicou o delegado em entrevista. A polícia identificou que Adriana utilizava indevidamente o nome e o cargo do filho para dar credibilidade às promessas e atrair os alvos do esquema.

O prefeito Dr. Thiago afirmou, por meio de nota, que é tão vítima quanto as demais pessoas prejudicadas. Ele relatou que só descobriu a situação quando passou a ser cobrado por valores que desconhecia.

Descobri que meu nome e o cargo de prefeito estavam sendo utilizados, sem minha autorização, para dar credibilidade a promessas que jamais fiz”, declarou.

O gestor municipal informou que, assim que tomou conhecimento dos fatos no ano passado, procurou espontaneamente a Polícia Civil para registrar boletins de ocorrência contra a mãe e apresentar documentos que comprovam sua não participação nas transações. Thiago, que foi criado pelos avós paternos, classificou a situação como “profundamente dolorosa”, mas reforçou que a responsabilização é necessária.

Histórico e investigação

As investigações apontam que Adriana vinha agindo desde o final de 2024. O próprio prefeito revelou que tentou, por diversas vezes, internar a mãe em uma clínica especializada devido a problemas de saúde, mas as tentativas não tiveram sucesso.

Ao todo, 14 vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil, sendo que o prefeito figura no processo como vítima de falsa identidade. Apesar da liberdade atual da investigada, o delegado ressaltou que o status pode ser revisto pela Justiça a qualquer tempo, caso surjam novos fatos.

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