Repórter MT
Valdinei Pedroso de Almecê foi condenado a 60 anos e oito meses de reclusão, além de 10 meses de detenção e 20 dias de multa, por feminicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e ameaça. Os crimes foram cometidos contra Maria Selma Rocha dos Anjos, assassinada no dia 22 de junho de 2025, em Rondonópolis (a 216 km de Cuiabá). O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri na terça-feira (7).
A sentença, proferida pelo juiz Leonardo de Araujo Costa Tumiati, fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Valdinei está preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes e acolheu as qualificadoras de motivo fútil, tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima no feminicídio. Ao fixar a pena, o magistrado destacou a extrema violência empregada na execução dos crimes, os antecedentes criminais do réu, o histórico de violência doméstica e o fato de ele ter filmado e compartilhado imagens do crime.
Além dos crimes praticados contra Maria Selma, Valdinei também foi condenado por ameaça contra a ex-companheira Grazyelle Pereira da Silva, para quem enviou imagens da vítima nua e morta logo após o assassinato. Ao reconhecer o local mostrado no vídeo, Grazyelle acionou a Polícia Militar que, com apoio da Polícia Civil, localizaram o corpo da vítima e prenderam o acusado em flagrante.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Valdinei atraiu Maria Selma até uma residência no bairro Jardim Residencial Mathias Neves, em Rondonópolis, motivado por vingança após ela, supostamente, fazer comentários depreciativos sobre ele para uma ex-companheira.
Segundo as investigações, a vítima foi amordaçada, agredida e submetida a intensa violência física e sexual. Conforme o MPMT, antes de matá-la, o condenado praticou estupro e outros atos libidinosos mediante violência.
Após o crime, Valdinei enterrou o corpo sob uma caixa d’água, cobrindo-o com lona e entulhos. Ainda conforme a denúncia, ele lançou um produto químico sobre o cadáver para disfarçar o odor e dificultar sua localização. Quando o corpo foi encontrado, apresentava sinais de extrema violência e tortura.






