“O povo já disse não ao IOF. O governo Lula é que não quer ouvir”, afirma Fagundes

Wellington Fagundes propõe suspensão do recesso parlamentar após crise com Trump
enador Wellington Fagundes defende suspensão do recesso diante da crise com os EUA. Imagem: Reprodução

Da Redação

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente a decisão do governo Lula de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o aumento do IOF por decreto, após ter sido derrotado no Congresso Nacional. A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC 96), que caiu nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

Para o parlamentar, trata-se de uma manobra para ignorar a vontade popular expressa por meio da decisão do Parlamento — que derrubou o aumento com ampla maioria.

“O Congresso já disse não. O povo já disse não. Só o governo Lula é que insiste em não ouvir. E agora quer jogar no colo do STF a responsabilidade de passar por cima de uma decisão legítima, tomada pela Casa do povo. Isso não é democracia. É desespero de quem perdeu e não aceita o jogo institucional”, afirmou Fagundes.

O senador lembrou que o aumento do IOF — imposto que incide sobre operações de crédito — atinge diretamente o bolso da população, sobretudo de quem mais precisa parcelar compras, recorrer a empréstimos ou usar o cheque especial. A tentativa de disfarçar o aumento como uma medida “para os ricos”, segundo ele, não se sustenta.

“Disseram que era pra atingir os ‘da cobertura’. Mas na prática, estão tentando taxar todo mundo — da garagem à cozinha. O povo brasileiro está cansado de pagar a conta da má gestão. E o governo quer resolver o rombo fiscal aumentando imposto, em vez de cortar desperdício e rever seus próprios privilégios”, disse o senador.

Fagundes, que votou contra o aumento e tem atuado em defesa da modicidade tarifária, classificou a investida judicial como “a prova definitiva de que o governo perdeu o rumo”.

“Se precisa recorrer ao Supremo pra tentar enfiar goela abaixo uma medida que o povo rejeita e que o Congresso já derrubou, é porque esse governo já era. Perdeu a confiança da sociedade, perdeu a sintonia com a realidade e agora quer governar por decreto, liminar e narrativa”, completou.

O senador defendeu que a reação do Parlamento foi legítima e necessária, e que a judicialização do tema abre um grave precedente institucional.

“Se o Executivo pode tudo e o Congresso não pode mais barrar decreto abusivo, então é melhor rasgar a Constituição. O que está em jogo aqui é muito mais do que o IOF. É o equilíbrio entre os Poderes. E disso nós não abriremos mão”, finalizou Fagundes.

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