Brasnorte e Nova Maringá empurram responsabilidade e 25 crianças da zona rural seguem sem aulas! As aulas já começaram, mas ninguém sabe quem vai levá-las!

É inadmissível que, em pleno 2025, 25 crianças da zona rural estejam sem acesso à educação devido a uma disputa entre as prefeituras de Brasnorte e Nova Maringá. Esses alunos, residentes no Vale do Rio do Sangue, pertencem ao município de Brasnorte, mas estudam em Nova Maringá por questões de proximidade e logística. No entanto, há três anos, as administrações municipais travam uma batalha judicial para definir de quem é a responsabilidade pelo transporte escolar, deixando as crianças sem aulas por meses a fio.

Em 2023, foram 90 dias sem frequentar a escola. Agora, em 2025, a história se repete, e os alunos continuam sem transporte para a rede de ensino municipal em Nova Maringá. A legislação é clara: o tempo de permanência no transporte escolar não pode ultrapassar duas horas. Levá-los para Nova Maringá é a opção mais viável, tanto pela distância quanto pela manutenção das estradas, que é mais eficiente nesse trajeto.

As prefeituras precisam entender que fornecer o transporte não é uma questão de perder recursos, mas de cumprir a lei e, acima de tudo, garantir o bem-estar dos alunos. É necessário um acordo de cooperação entre as secretarias de educação dos dois municípios, sem rivalidades ou empurrões de responsabilidade.

O sistema Transcolar, implementado no início do ano passado, possui mecanismos que permitem parcerias entre os municípios para atender melhor os estudantes. No entanto, é preciso vontade política e compromisso com a educação para que essas ferramentas sejam utilizadas de forma eficaz.

Até quando as prefeituras de Brasnorte e Nova Maringá continuarão negligenciando o futuro dessas crianças? É hora de colocar os interesses dos alunos acima de disputas políticas e burocráticas. A sociedade exige uma solução imediata para que esses jovens possam exercer seu direito fundamental à educação.

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