Câmara de Cuiabá aprova parcelamento de dívidas previdenciárias dos servidores

- Câmara de Cuiabá aprova parcelamento de dívidas previdenciárias dos servidores.
Vereadores de Cuiabá aprovam projetos para parcelamento de dívidas previdenciárias.

Gazeta Digital

Por maioria, os vereadores de Cuiabá aprovaram os projetos que autorizam o prefeito Abilio Brunini a parcelas as dívidas do Município deixadas pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro, parte delas referentes ao não repasse da contribuição previdenciária dos servidores. Foram 26 votos favoráveis e uma ausência.

Um dos projetos trata sobre o parcelamento das dívidas da Prefeitura Municipal de Cuiabá, referentes às contribuições previdenciárias dos servidores devidas ao Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Cuiabá (CUIABÁ-PREV).

No projeto a Prefeitura argumenta que a aprovação do projeto permite o equilíbrio financeiro e possibilita a renovação da Certificação de Regularidade Previdenciária (CRP), um documento fornecido pelo Ministério da Fazenda que atesta que o município cumpre as regras constitucionais e legais voltadas para a gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), e assegura o pagamento dos benefícios previdenciários aos seus segurados. Sem isso, são aplicadas sanções.

“Sérias sanções para o município, dentre elas: a suspensão das transferências voluntárias de recursos da União; impedimento para celebrar acordos, contratos, convênios ou ajustes; bem como receber empréstimos, financiamentos, avais e subvenções em geral de órgãos ou entidades da Administração direta e indireta da União e, a suspensão de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais”, diz trecho do projeto.

Durante a sessão, o vereador Dilemário Alencar afirmou que a situação chegou a este ponto devido aos descontos feitos na folha dos servidores que não foram repassados pela antiga gestão. Ele acusou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro de cometer o crime de apropriação indébita. Outros vereadores, como Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) também citaram a responsabilidade do ex-gestor.

No outro projeto, o Município pediu autorização para que o Poder Executivo possa firmar acordo de parcelamento ou reparcelamento de dívidas oriundas da Receita Federal e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. A Prefeitura afirmou que esta é a abordagem mais prudente e se trata de um instrumento legal. O parcelamento será em até 60 meses.

“Os valores do principal dos débitos apurados montam de R$ 62.409.942,23, que com acréscimos de juros e multas moratórias podem chegar ao montante estimado de R$ 77.085.929,35 ou superior, a depender da data da efetivação do parcelamento e do envio de obrigações acessórias não declaradas”, consta no projeto.

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