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O desembargador Orlando Perri afirma que vai continuar interferindo na gestão da saúde de Cuiabá todas as vezes que for necessário, e, inclusive, não descarta afastar o prefeito que estiver a frente do Palácio Alencastro para garantir a efetividade do Termo de Ajustamento de Conduta que colocou fim na intervenção estadual.
A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (16), durante reunião para tratar sobre a condição financeira e administrativa da Saúde municipal. Relator do processo de intervenção, o encontro foi convocado por ele e reúne lideranças da atual e futura gestão de Cuiabá e Várzea Grande, assim como o governo do Estado e a Assembleia Legislativa.
“Este é um processo que não acabará. Todas as vezes que o município de Cuiabá estiver com problema na Saúde que afetem o pactuado no Termo de Ajuste de Conduta homologado pelo Tribunal de Justiça, vamos interferir e, se necessário, com o afastamento do prefeito”, garantiu Perri.
O desembargador admite que a intervenção estadual na saúde de Cuiabá foi pontual, mas garante que irá ressuscitar o processo todas as vezes que forem identificados problemas no setor.
“O processo de intervenção ainda existe, sobrevive e será ressuscitado todas as vezes que a Saúde cuiabana e os serviços serem afetados”, enfatizou.
A reunião foi convocada pelo desembargador após ele visitar o Hospital Municipal de Cuiabá e outras unidades de saúde na semana passada. Segundo ele, o setor vive um “estrangulamento” dos serviços.
“Realmente é preocupante, vi com meus próprios olhos que as pessoas estão se amontoando nos corredores, há uma sobrecarga de pacientes. É bem verdade que, segundo os relatórios apresentados tanto pelo TAC quanto pelo Tribunal de Contas, muitas são as causas que levam a esse estrangulamento”, refletiu, sugerindo que o judiciário e a Corte de Contas se unam e formem mesas técnicas. “Tempo significa vida”, completou.
Perri ainda citou a questão orçamentária. Ele admite que o município de Cuiabá tem investido além do teto na área de saúde, mas mesmo assim não tem sido o suficiente para suprir os gastos do setor. Ele acredita que a inauguração dos Hospitais Regionais por parte do governo do Estado vai aliviar as unidades da Capital e, consequentemente dar uma folga financeira.






