As exportações do Japão cresceram em um ritmo mais lento do que o esperado em julho, enquanto os volumes de remessas continuaram a recuar, levantando preocupações sobre as perspectivas econômicas do país. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Ministério das Finanças, o crescimento das exportações foi de 10,3% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, abaixo das previsões de 11,4%.
Esse resultado, embora represente o oitavo mês consecutivo de alta, ainda reflete a incerteza sobre a recuperação econômica do Japão. A alta nas exportações foi impulsionada por um iene mais fraco e comparada com o crescimento de 5,4% registrado em junho.
No entanto, os volumes de remessas caíram 5,2% em relação ao ano anterior, marcando o sexto mês consecutivo de queda. De acordo com Takeshi Minami, economista-chefe do Norinchukin Research Institute, essa queda nos volumes sugere que o iene desvalorizado está mascarando a fraqueza na demanda global. “As perspectivas para a demanda global permanecem sombrias devido aos problemas no setor imobiliário da China e ao esfriamento do mercado de trabalho dos EUA”, comentou Minami.
As importações japonesas cresceram 16,6% em julho em relação ao ano anterior, superando as expectativas de 14,9%. Como resultado, a balança comercial do Japão apresentou um déficit de 621,8 bilhões de ienes (US$ 4,28 bilhões), significativamente maior do que o déficit previsto de 330,7 bilhões de ienes.






