Da Redação
A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou, na madrugada de hoje (9), a morte do menino Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos. A criança estava internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, e não resistiu às múltiplas lesões sofridas.
O garoto foi espancado pelo próprio pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, que confessou o crime e alegou que agrediu o filho porque ele não lhe deu “bom dia”. A mãe da criança também foi presa, investigada por omissão.
O crime ocorreu no último domingo (5), no distrito de Águas Claras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a família residia há cerca de seis meses.
Conforme os autos do inquérito conduzido pela delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o agressor desferiu socos no peito e no abdômen do filho, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão.
O próprio norte-americano levou o menino ao hospital de Viamão no domingo, mas, devido à gravidade do quadro clínico, a vítima precisou ser transferida para a Capital.
Ao constatarem os sinais evidentes de agressão física e fraturas, os médicos acionaram a polícia, que efetuou a prisão em flagrante do missionário no hospital. Na segunda-feira (6), a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Nas redes sociais, Dandre se apresentava como cantor cristão e defendia teses rígidas de submissão familiar. Vizinhos relataram às autoridades que o homem demonstrava comportamento inadequado e afirmava que “a mulher e os filhos devem submissão total ao homem, autoridade máxima abaixo de Deus”.
Tortura dentro de casa
A linha de investigação aponta que a violência no ambiente doméstico era contínua. A Polícia Civil identificou registros em outros dois estados brasileiros que indicam que outros três filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões físicas graves por parte do pai.
A situação de um bebê de um ano ainda está sob apuração. Por determinação do Conselho Tutelar, as quatro crianças sobreviventes foram retiradas do convívio familiar e encaminhadas para acolhimento institucional, enquanto a polícia também apura crimes de violência doméstica contra a esposa do missionário, que já conta com medida protetiva.






