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A colheita do algodão da safra 2025/26 começou em Mato Grosso, mas ainda avança lentamente. Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos alcançaram 0,36% da área prevista para o estado.
O índice está 0,15 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra anterior, mas permanece 1,23 ponto percentual abaixo da média dos últimos cinco anos.
De acordo com o Imea, o atraso é consequência das chuvas registradas em algumas regiões de Mato Grosso, somadas ao clima frio e úmido, que dificultaram o início da colheita. Até o momento, apenas as regiões Nordeste e Sudeste deram início aos trabalhos no campo.
Além de retardar a colheita, as condições climáticas preocupam os produtores. O excesso de umidade pode comprometer a qualidade da pluma, nome dado à fibra do algodão após a colheita, principalmente nas lavouras em que os capulhos, estrutura da planta que abriga a fibra, já estão abertos.
Outro risco apontado pelo instituto é o aumento da possibilidade de apodrecimento dos capulhos localizados na parte mais baixa das plantas, o que pode provocar perdas na produção e reduzir a qualidade da fibra.
A previsão para os próximos dias, no entanto, é mais favorável. Segundo o Imea, embora ainda possam ocorrer chuvas isoladas, a tendência é de redução das precipitações na maior parte de Mato Grosso, cenário que deve permitir o avanço da colheita e diminuir os riscos de danos à qualidade do algodão.






