Haddad diz que sites de apostas não regularizados serão banidos

Ministro da Fazenda Fernando Haddad anuncia bloqueio de cerca de 600 sites de apostas não regularizados pela Anatel no Brasil.
Ministro da Fazenda Fernando Haddad explica que sites de apostas não regularizados serão bloqueados pela Anatel nos próximos dias. Imagem: Vinícius Schmidt

Por Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (30/9) que entre 500 e 600 sites de apostas de quota fixa, as chamadas “bets”, que não se regularizarem na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) ficarão fora do ar nos próximos dias.

Em entrevista à Rádio CBN, o ministro informou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será a responsável por banir o acesso às plataformas no Brasil devido ao descumprimento da legislação vigente.

A primeira medida do governo federal, segundo Haddad, será “banir do espaço brasileiro as bets não regulamentadas”. “Tem cerca de 500 e 600 sites de apostas que vão sair do ar nos próximos dias, porque a Anatel vai bloquear no espaço brasileiro o acesso a esses sites”, disse.

As operadoras deverão derrubar os sites a partir de 11 de outubro.

Ele ainda reforçou que os apostadores dessas bets que sairão do ar têm direito de solicitar a restituição do dinheiro “bloqueado” nas plataformas. “Se você que está me ouvindo [e] tem algum dinheiro nesses sites de apostas, peça a restituição já, porque você tem direito a ter seu dinheiro restituído”, explicou o ministro.

Bets têm até 1º de outubro para se regularizar

O Ministério da Fazenda determinou que as empresas que estavam em atividade no país no momento em que a “Lei das Bets” foi publicada, em dezembro de 2023, têm até esta terça-feira (1º/10) para cumprir os critérios e conseguir autorização para atuar sob o selo de “bet.br”.

Depois dessa data, as plataformas não poderão operar no país. A partir de 1º de janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas terão anuência para atuar no mercado.

Até o momento, 149 empresas entraram com pedido de autorização no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) para operar como bets no país em 2025.

A equipe econômica estima que pode arrecadar até R$ 3,4 bilhões, ainda neste ano, com o pagamento das outorgas — cada uma custa o valor de R$ 30 milhões. No entanto, o montante deverá ser menor, pois nem todas as empresas que apresentaram pedidos receberão aprovação.

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