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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve as projeções para a safra 2026/27 de soja em Mato Grosso. A estimativa é de que o estado cultive 13,05 milhões de hectares, alcance produtividade média de 62,44 sacas por hectare e produza 48,88 milhões de toneladas da oleaginosa.
Os números permanecem os mesmos divulgados na abertura da temporada, já que, segundo o instituto, não houve mudanças significativas nos fatores que sustentam as projeções.
Apesar da expectativa de uma safra volumosa, o cenário econômico preocupa os produtores. O Imea destaca que os custos de produção continuam elevados, principalmente devido à valorização dos insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos.
Até abril, cerca de 60% dos insumos necessários para a próxima safra já haviam sido negociados. No entanto, uma parcela significativa das compras ainda precisa ser realizada, o que mantém a atenção do setor voltada para a evolução dos preços.
De acordo com o instituto, a combinação de custos elevados, preços da soja pressionados, margens de lucro mais apertadas e acesso mais restrito ao crédito deve levar muitos produtores a adotarem uma postura mais conservadora. Na prática, isso significa menor ritmo de expansão das áreas cultivadas e possíveis ajustes no pacote tecnológico utilizado nas lavouras, com redução ou readequação de investimentos para controlar despesas.
Indicadores do mercado
Entre os indicadores acompanhados pelo Imea, o diferencial de base entre Mato Grosso e a Bolsa de Chicago apresentou alta de 4,70% na última semana. Esse indicador mede a diferença entre o preço da soja no mercado local e a cotação internacional, servindo como referência para a competitividade do produto mato-grossense.
Outro destaque foi a paridade de exportação para março de 2027, que avançou 0,70% em relação à semana anterior. A paridade representa uma estimativa do preço que o produtor pode receber considerando as condições do mercado internacional. O avanço foi impulsionado pela valorização do dólar frente ao real e pelo aumento dos prêmios de exportação.
Já no mercado internacional, a soja negociada na Bolsa de Chicago registrou queda de 1,20% na semana, encerrando o período com média de US$ 11,88 por bushel, unidade de medida utilizada no comércio internacional de grãos.
A redução das cotações em Chicago ajuda a explicar a cautela dos produtores, já que os preços internacionais seguem sendo um dos principais fatores na formação da rentabilidade da próxima safra.






