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A margem bruta das indústrias de esmagamento de soja em Mato Grosso apresentou alta de 5,79% em abril de 2026, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O indicador fechou o mês na média de R$ 694,12 por tonelada, um dos maiores patamares registrados para o período nos últimos cinco anos.
De acordo com o Imea, o resultado foi favorecido pela combinação entre maior oferta de soja no estado, que pressionou os preços do grão, e a valorização do óleo e do farelo de soja. Esse cenário aumentou a rentabilidade das indústrias que processam a oleaginosa.
O esmagamento da soja é o processo industrial que transforma o grão principalmente em óleo e farelo, produtos amplamente utilizados na produção de alimentos, ração animal e biocombustíveis.
Apesar da margem positiva, o volume processado em abril apresentou leve retração de 2,24% em relação a março. Ao todo, foram esmagadas 1,20 milhão de toneladas no estado. Segundo o instituto, a queda ocorreu devido a paradas programadas para manutenção em algumas indústrias.
Mesmo assim, o acumulado do ano segue em crescimento. Entre janeiro e abril de 2026, Mato Grosso processou 4,50 milhões de toneladas de soja, avanço de 3,79% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já nas três primeiras semanas de maio, a margem bruta voltou a recuar. O indicador ficou na média de R$ 650,33 por tonelada, queda de 7,22% em relação ao mesmo período de abril.
O Imea aponta que a redução foi provocada pela desvalorização dos coprodutos da soja em Mato Grosso, principalmente óleo e farelo, o que diminuiu parte da rentabilidade das indústrias no início deste mês.






