Psicóloga explica como a terapia pode ajudar em diferentes fases da vida

Imagem: Reprodução

Thaís Reckziegel

Você pode nunca ter ido à uma psicóloga, mas eu posso afirmar que você já passou por situações em que um profissional de psicologia poderia ter lhe ajudado (e eu nem te conheço).

Por mais que a busca pelos serviços de psicologia tenha aumentado nos últimos anos, ainda há uma crença na nossa sociedade de que psicologia é coisa de “gente louca” (não vou aprofundar esse meu texto no quanto essa afirmação é negativa, errada e preconceituosa), devido a própria história do surgimento da psicologia.

No entanto a psicologia é uma ciência com resultados e benefícios comprovados para quem busca seus serviços. Além disso, é uma profissão regulamentada no nosso país desde 1962, seguindo um rigor ético e técnico para aquilo que ela oferece para a população.

Hoje eu quero aproveitar esse espaço para citar alguns breves exemplos de momentos e situações em que uma psicóloga pode ajudar, mesmo para pessoas que não possuem diagnóstico de transtornos mentais, em diferentes fases da vida:

Com crianças, podemos auxiliar com dificuldades de aprendizagem, algum atraso de desenvolvimento, dificuldade de se relacionar com colegas ou com adultos; mudanças familiares como chegada de um irmão mais novo, morte de um ente querido, divórcio dos pais; em situações de traumas e violências, como situações de violências sexuais, negligência e abandono.

Para os adolescentes, ajudamos com as angústias na busca de descobrir quem se é; com os conflitos característicos dessa fase, as dúvidas acerca de qual profissão seguir, mudanças no corpo; os questionamentos sobre relacionamentos; busca por se sentir pertencentes à algum grupo; questões familiares; processos de luto.

Com adultos, podemos olhar para a sua história de vida; alguns traumas da infância que foram negligenciados; questões de relacionamento interpessoais, amorosos ou não; planejamentos de vida (ter ou não filhos, inserção no mercado de trabalho, escolhas profissionais, casar ou divorciar); conflitos familiares; processos de luto; busca por mudanças.

Junto aos idosos, podemos olhar para a história de vida dessas pessoas, por vezes ressignificando determinados momentos passados; aposentadoria e possíveis limitações físicas e cognitivas; situações de luto; angústias com a proximidade do fim da vida.

Independentemente da tua idade, gênero, orientação sexual, classe ou raça, a psicologia pode te ajudar a lidar com as questões emocionais e cognitivas: as ansiedades, euforias, medos, inseguranças, tristezas, raivas, os sonhos e expectativas, a insônia, dificuldade de concentração, apatia, intolerância, sentimento de exclusão ou discriminação… Questões que toda pessoa já vivenciou em algum momento da vida.

Claro, esses são apenas alguns dos exemplos. As situações que podem te fazer buscar por uma psicóloga são infinitas, afinal de contas, cada pessoa sabe o sofrimento que carrega e não há “sofrimento bobo” quando uma psicóloga está diante de uma pessoa que confiou no seu trabalho.

Além disso, ninguém mais do que você sabe sobre tua história de vida, teus anseios e angústias (nem mesmo a psicóloga que você escolher para te acompanhar nesse processo).

Quando você estiver passando por algum momento difícil, saiba que você não precisa lidar com isso sozinho, procura um profissional de psicologia com quem você se sente confortável e conte com esse recurso!

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