Operação Conluio Pantaneiro: esquema de R$ 54 milhões usava de sorveteria a salão de beleza em Cáceres

Imagem: Reprodução

Da Redação

As investigações da Polícia Civil sobre a Operação Conluio Pantaneiro, deflagrada na última sexta-feira (20), revelaram uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro que sustentava o tráfico de drogas na fronteira de Mato Grosso.

O grupo criminoso utilizava uma rede de empresas de fachada, que incluía desde sorveterias e salões de beleza até transportadoras e distribuidoras de bebidas, para ocultar a origem ilícita de ativos financeiros.

Segundo a delegada Bruna Laet, responsável pelo caso, a organização movimentou cerca de R$ 54 milhões em um curto período. Somente entre junho e agosto de 2023, a polícia identificou o recebimento de seis carregamentos de entorpecentes, totalizando 2.700 kg de pasta base de cocaína.

O grupo contava com a colaboração de laranjas e empresas “fantasmas” em Mato Grosso e São Paulo para girar o capital do narcotráfico.

O “QG” da Lavagem em Cáceres

A principal peça do esquema no estado era uma empresa de instalação e manutenção de ar-condicionado localizada em Cáceres. O proprietário, de 43 anos, foi preso na operação sob a acusação de usar contas jurídicas e pessoais para as transações da quadrilha. Apenas em 2023, o investigado movimentou R$ 4.894.253,48.

A conexão do crime se estendia até Taubaté (SP), onde um homem de 55 anos foi detido. Ele é apontado como responsável por duas empresas laranjas de gestão administrativa que enviavam altas cifras para o núcleo mato-grossense. No total, a operação cumpriu 10 mandados de prisão e apreendeu armas, veículos de carga, relógios de luxo e dinheiro em espécie.

Modus Operandi

A investigação, que durou mais de dois anos, detalhou que a quadrilha era dividida em tarefas específicas para garantir que o dinheiro da droga fosse “limpo” antes de retornar aos chefes do esquema.

Eles eram uma organização estruturada com o objetivo de obter vantagem financeira e ocultar a origem dos ativos“, explicou a delegada. A Polícia Civil não descarta novas fases da operação para identificar outros integrantes da rede de lavagem.

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