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O Brasil já exportou 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana de fevereiro de 2026, volume que pode levar o país a um novo recorde para o mês. Desse total, Mato Grosso foi responsável por 86,03 mil toneladas, com embarques para 63 países, o que corresponde a 44,6% do total.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados no boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (23), a média diária nacional está em 14,82 mil toneladas, crescimento de 55,69% em relação a fevereiro de 2025, quando foram registradas 9,52 mil toneladas por dia.
Se o ritmo for mantido nos cinco dias úteis restantes do mês, o volume total exportado pelo Brasil pode chegar a 266,83 mil toneladas. Caso confirmado, será o maior resultado já registrado para fevereiro.
Além do avanço no volume, o preço médio da carne exportada também apresentou valorização. A tonelada foi negociada a US$ 5.313,35, alta de 13,90% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa acréscimo de US$ 685,13 por tonelada.
O desempenho reforça o cenário de demanda internacional aquecida. O boletim destaca que o recorde registrado em janeiro, somado aos bons números de fevereiro, sinaliza um ano de exportações robustas em 2026.
Impactos em Mato Grosso
Em Mato Grosso, a demanda firme no mercado externo contribui para a sustentação dos preços internos. Com menor oferta de animais nas indústrias, o boi gordo a prazo registrou alta semanal de 3,38%, sendo cotado a R$ 319,87 por arroba.
A reposição também teve leve valorização. A bezerra de ano, com peso médio de 6 arrobas, subiu 0,42% na semana, alcançando R$ 11,95 por quilo.
Já as escalas de abate nas indústrias do estado recuaram 2,83% na semana, mas seguem alongadas, fechando o período com média de 9,66 dias úteis programados.






