Líder de facção de Mato Grosso é preso no Rio após ação policial disfarçada

Imagem: Reprodução

Mídia Jur

Policiais que efetuaram a prisão de A.A.S.N nesta terça-feira (10) numa conveniência na Praia do Recreio, área nobre do Rio de Janeiro, se disfarçaram de banhistas para detê-lo numa conveniência à beira-mar. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Império, que combateu crime de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por parte de facção criminosa em Mato Grosso.

Um vídeo mostra o momento da prisão. Policiais adentram à conveniência com roupas leves – bermudas e camisetas -, tênis. Um deles estava até usando chinelo de dedo e camisa regata.

Os policiais entram na conveniência já com armas em punho e vão direto à mesa onde o faccionado está sentado. Ele está de costas para a entrada e não vê a chegada dos policiais, sendo alertado da presença dos policiais.

A.A.S.N. não esboça reação e se rende. Ele é levado para a delegacia do Rio de Janeiro, onde passará por audiência de custódia antes de ser encaminhado ao sistema prisional. A Polícia de Mato Grosso deve solicitar sua transferência para o Estado.

Durante o cumprimento da prisão do faccionado, policiais apreenderam um veículo BMW e uma caminhonete S10.

O faccionado é apontado pelas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) como o braço direito de Gilmar Reis da Silva, o Vovozona, principal alvo da Operação Imperium. Dentre suas funções na estrutura criminosa, o faccionado era o responsável por repassar para os valores entre a “ponta” da facção e a liderança, atuando como uma espécie de contador e prestador de contas do grupo ligado diretamente ao líder.

Outro trabalho executado pelo investigado, era o de adquirir e levar veículos de luxo, de alto valor, para o Rio de Janeiro, onde seriam utilizados pelo líder da facção criminosa. Durante os levantamentos, foi possível identificar registros do veículo BMW, rodando na cidade do Rio de Janeiro.

As investigações identificaram que a BMW, estava registrada em nome de uma empresa cuja sócia-proprietária é apontada como operadora financeira da facção, que também foi alvo da operação, presa no estado do Paraná.

Além de ser apontado como braço direito de Vovozona, A.A.S.N. possui condenação por tráfico de drogas e possui uma empresa registrada em Lucas do Rio Verde, inexistente fisicamente.

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