A entrada em operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, marca uma nova fase da saúde pública no estado e já começa a provocar um movimento importante: o retorno de médicos mato-grossenses que atuavam fora de Mato Grosso. Entre eles está o intensivista cuiabano Eduardo Gomes, de 38 anos, que assumirá a coordenação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da nova unidade hospitalar.
Funcionando integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Central iniciou os atendimentos neste mês e deve chegar a 2 mil profissionais até abril. Atualmente, cerca de 700 colaboradores já foram contratados, além de mais de 200 médicos, sendo que 74% são naturais de Mato Grosso, vindos de 22 municípios diferentes do estado.
Retorno com propósito
Eduardo Gomes é um dos dez médicos mato-grossenses que decidiram voltar ao estado após tomarem conhecimento do processo de implantação do hospital. Para ele, a decisão foi mais do que profissional: foi pessoal.
“É um retorno com propósito profissional e pessoal. Temos o que há de melhor em terapia intensiva, com a excelência do Einstein, e para uma comunidade que precisa, que é a do SUS em Mato Grosso. Além disso, estarei próximo da minha família, devolvendo ao estado tudo o que fez por nós”, destacou.
Com ampla experiência em São Paulo, Eduardo já gerenciou UTIs de grandes hospitais privados e afirma que ficou impressionado com o nível tecnológico e operacional do Hospital Central.
“Este é um hospital de primeira linha. A equipe médica vai trabalhar com ferramentas que, muitas vezes, eu mesmo nunca tive acesso, nem mesmo no sistema privado. Isso motiva o time e eleva muito o nível de desenvolvimento profissional”, afirmou.
Formação sólida e trajetória nacional
Natural de Cuiabá, Eduardo Gomes se formou pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Foi aprovado em duas residências médicas, ambas concluídas: uma em hospital público de São José dos Campos (SP) e outra no renomado Hospital São Paulo, hospital universitário da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Antes de integrar o Hospital Central, Eduardo atuava na Rede D’Or, uma das maiores redes hospitalares privadas do país, em São Paulo.
Excelência do Einstein no SUS
O Hospital Central será o primeiro de Mato Grosso a operar com a cultura organizacional e o modelo de gestão do Einstein dentro do SUS. Considerado o melhor hospital da América Latina, o Einstein ocupa a 22ª posição no ranking World’s Best Hospitals, da revista Newsweek.
Organização filantrópica, o Einstein atua há mais de duas décadas no SUS e atualmente administra 35 unidades públicas em parceria com estados e municípios. Também desenvolve mais de 40 projetos pelo PROADI-SUS, junto ao Ministério da Saúde, com foco em fortalecer o SUS por meio de indicadores de qualidade, protocolos clínicos baseados em evidências, tecnologia, formação contínua de equipes e humanização do cuidado.
Além de profissionais que retornam ao estado, o Hospital Central também tem atraído especialistas de outras regiões do país. Neste início de operação, os atendimentos estão concentrados nas especialidades de cirurgia pediátrica, ortopedia e urologia. A previsão é de que, até abril, a unidade esteja em pleno funcionamento, consolidando-se como um novo marco da saúde pública em Mato Grosso.






