G1
Na decisão em que transferiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal (PF) para a Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes negou uma SmarTV com acesso ao YouTube ao presidente, como pedido por seus advogados.
Segundo Moraes, o aparelho possui acesso à internet, aplicativos de comunicação e plataformas digitais, o que poderia “viabilizar comunicações indevidas com o meio externo”.
“Circunstância que, a toda evidência, amplia significativamente os riscos à segurança institucional, podendo viabilizar comunicações indevidas com o meio externo, a prática de ilícitos, a obtenção de informações não autorizadas e a burla aos mecanismos de controle”, diz Moraes.
O pedido foi feito pelos advogados de Bolsonaro no dia 8 de janeiro, alegando que o uso seria para o “acompanhamento de canais de divulgação de notícias, inclusive por meio de plataformas de streaming amplamente utilizadas para veiculação de conteúdo jornalístico, como o YouTube, em sua função estritamente informativa”.
Moraes autorizou o ex-presidente a ter acesso a TV comum na Papudinha e diz que Bolsonaro tem uma série de privilégios, mas que a prisão não é “uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.
“Essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro […] em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir […] ao exigir a troca da “televisão por uma Smart TV”, para, inclusive, ‘ter acesso ao YouTube'”, afirmou.






