Chefe de facção preso em aeroporto de Cuiabá já participou de onda de roubos a bancos em MT

“Macucu” foi detido ao desembarcar no Aeroporto Marechal Rondon. Imagem: Reprodução

Repórter MT

O faccionado Thiago Henrique Alves de Oliveira, conhecido como “Macucu”, apontado como um dos chefes de uma facção criminosa em Cuiabá, teve a identidade confirmada após ser preso ao desembarcar no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, nessa segunda-feira (8). Além de ser investigado por execuções recentes, o criminoso acumula um largo histórico de envolvimento em roubos a bancos, crimes cometidos há quase uma década.

De acordo com informações confirmadas, Thiago já atuava em ações criminosas de grande impacto muito antes de assumir posição de destaque na facção. À época, ele participou de uma onda de assaltos a instituições financeiras, que causou prejuízo milionário.

Atualmente, segundo a Polícia Civil, Thiago havia assumido o posto deixado por um faccionado que morreu em uma operação policial. Entre as funções atribuídas a ele estaria a guarda de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, além do envolvimento direto em homicídios registrados em Cuiabá.

Como noticiado pela reportagem, Thiago foi preso por agentes da DHPP após desembarcar de um voo procedente de Natal (RN), acompanhado de uma mulher. Durante a abordagem policial, tentou quebrar o próprio aparelho celular, o que levou à apreensão do dispositivo. Também foram recolhidos outros celulares e dinheiro em espécie, em cumprimento a mandado de busca e apreensão.

O investigado é apontado como um dos envolvidos na execução de Carlos Alberto Pereira e do enteado dele, Uendel Felipe Pereira, mortos a tiros em um campo de futebol no bairro Jonas Pinheiros III, em setembro. No mesmo mês, ele também teria participação no assassinato de Edson Amaral de Moura, executado com diversos disparos em uma via residencial da região do Jonas Pinheiro. A vítima tinha passagens criminais e usava tornozeleira eletrônica.

Histórico de roubos a bancos

Segundo a Polícia Civil, Thiago, então com 24 anos, e um comparsa de 18 anos foram presos em 12 de novembro de 2016, em uma residência no bairro Jardim Jockey Club, região do Coxipó, em Cuiabá.

Os dois foram conduzidos à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), onde confessaram a autoria dos crimes. À época, a estimativa era de que os assaltos tenham causado um prejuízo superior a R$ 1 milhão.

As investigações apontaram que a dupla participou de assaltos a sete agências do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) nos municípios de Primavera do Leste, Sorriso (em duas unidades diferentes), Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Vera e Barra do Bugres. Além disso, também assaltaram uma casa lotérica em Tapurah.

A dupla ainda é apontada pelo roubo a uma agência do Sicoob, em Vilhena (RO). Durante essa ação, o filho da prefeita do município foi atingido por um disparo de arma de fogo.

À época da prisão, Thiago e o comparsa estariam planejando mais um assalto, desta vez com destino à cidade de Sorriso, quando foram presos.

Após a prisão recente, Thiago permanece à disposição da Justiça e segue sendo investigado pela DHPP.

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