Tumulto em sessão da câmara após citação de ex-secretário condenado por corrupção

Ex-secretário condenado por corrupção pede direito de resposta em sessão da Câmara
Éder de Moraes exige direito de resposta após ser citado em CPI. Imagem: Reprodução

Da Redação

O ex-secretário de Estado de Fazenda, Casa Civil e da Copa do Mundo, Éder de Moraes Dias, causou um tumulto na sessão da Câmara de Diamantino na noite desta segunda-feira (13). A confusão ocorreu após a vereadora Monize Costa (União), filha do ex-secretário, ler o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga contrato firmado entre a prefeitura e a Associação Médica Especializada.

Éder acompanhava a sessão da plateia. No relatório, Monize citou que a vereadora Michele Carrasco (União) possui estreita relação com a associação investigada.

Após ser citada, a parlamentar usou a tribuna para se defender e atacou a família da relatora. Ela lembrou, mesmo sem citar nomes, as operações contra Éder, que tem mais de 160 anos de condenação por esquema de desvio de recursos e crimes contra o sistema financeiro investigados na Operação Ararath, da Polícia Federal. 

Éder, então, levantou-se e pediu para usar a tribuna, pois foi citado e pretendia se defender. “Eu não vou ficar quieto. Eu quero o direito de usar a tribuna para defender a minha honra”, disparou o ex-secretário em direção à Mesa Diretora.

O presidente da Câmara, vereador Ranielle Patrick (PL), colocou que o ex-secretário deveria fazer um requerimento para poder usar a tribuna, já que não é vereador. “Se o senhor se sentiu ofendido, o senhor faça o requerimento para essa Mesa Diretora, que ela vai definir e dar o direito do senhor a palavra. Vai ser respeitado o direito do senhor e o senhor respeite essa Casa aqui também”, respondeu o presidente do Legislativo.

ARARATH

Segundo as investigações da Polícia Federal, Éder de Moraes era o principal operador das fraudes realizadas nas gestões de Blairo Maggi e Silval Barbosa. O esquema tinha como objetivo viabilizar recursos para custear campanhas eleitorais para o grupo político que pertenciam.

Durantes as investigações, o ex-secretário chegou a ser preso preventivamente, mas obteve o direito de responder em liberdade. Atualmente, ele aguarda o julgamento dos recursos das sentenças nas instâncias superiores.

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