Justiça determina inclusão dos nomes dos quatro pais em certidões de crianças trocadas em hospital

Crianças trocadas em maternidade com nomes de quatro pais em suas certidões
Certidões de nascimento passam a registrar os nomes dos pais biológicos e socioafetivos após decisão da Justiça. Imagem: Reprodução

G1

A Justiça determinou que os dois meninos trocados em uma maternidade de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, passem a ter em suas certidões de nascimento os nomes dos quatro pais: os biológicos e os socioafetivos.

A decisão reconhece a paternidade e maternidade socioafetiva em relação a ambos os menores, de forma que constem no registro civil tanto Yasmin Kessia da Silva e Cláudio Alves quanto Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza.

Certidões de nascimento passaram a registrar os nomes dos quatro pais — biológicos e socioafetivos, após decisão da Justiça — Foto: Divulgação/TV Anhanguera
Yasmin Kessia da Silva, de 22 anos, grávida, à esquerda, e o filho que suspostamente foi trocado em hospital em Inhumas, Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Os dois meninos nasceram em outubro de 2021, e a troca foi descoberta depois que Cláudio desconfiou da paternidade e pediu um exame de DNA. Para surpresa de todos, o teste apontou que a criança também não era filha biológica de Yasmin. Diante disso, o casal procurou a outra família que também havia dado à luz no mesmo dia na maternidade e, com novos exames, descobriram a troca.

Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza denunciam que filho foi trocado em hospital de Inhumas, Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Além da alteração nos documentos, a sentença estabeleceu como será a convivência das crianças: De segunda a sexta-feira, as crianças vão ficar nas casas dos pais biológicos;

  • No primeiro fim de semana do mês, as duas crianças vão ficar na casa da Yasmin e do Cláudio;
  • No segundo fim de semana do mês, os dois meninos ficam na casa da Isamara e do Guilherme;
  • No terceiro fim de semana do mês, cada criança vai ficar separada na casa dos seus pais biológicos;
  • No quarto fim de semana do mês, cada criança fica na casa dos pais socioafetivos, ou seja, os pais que criaram.

Segundo o juiz, a medida busca assegurar o melhor interesse das crianças, que foram criadas até agora pelos pais socioafetivos, mas que também têm direito à convivência com a família biológica.

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